FACEPE divulga o Resultado Final do Edital FACEPE 02/2020 – Programa de Mobilidade de Pesquisadores Brasil – Reino Unido, integrante da chamada internacional CONFAP-The UK Academies 2020
O Edital FACEPE 02/2020 – Programa de Mobilidade de Pesquisadores Brasil – Reino Unido, integrante da chamada internacional CONFAP-The UK Academies 2020 resultou em uma única proposta aprovada. A coordenadora da proposta aprovada poderá assinar o respectivo Termo de Outorga, conforme convocação por nosso setor responsável a partir do dia 26/10/2020.
O artigo científico “Assessing the pozzolanic activity of sugarcane bagasse ash using X-ray diffraction”, elaborado por membros do Laboratório de Tecnologia dos Aglomerantes (LabTag), pertencente ao Departamento de Engenharia Civil e Ambiental (Deciv) da UFPE, foi aceito para publicação na Construction and Building Materials, periódico internacional de alto impacto na área de Construção Civil (Qualis A1 e com Fator de Impacto 4,479). Esta revista publica artigos que visam o desenvolvimento e avanços na tecnologia de compósitos de cimento e concreto, para um melhor entendimento dos materiais de construção e encorajar o desenvolvimento de materiais de baixo custo e gasto energético.
A ex-aluna de mestrado Sara Martins Torres (IBPG-1784-3.01/16) é a autora principal da pesquisa financiada pela FACEPE, que contou com a colaboração dos alunos de doutorado Victor Estolano, Priscilla Basto e Nilvan Teixeira Junior, e orientação do Prof. Antônio Acacio de Melo Neto. Todos os autores são integrantes do Laboratório de Tecnologia do Aglomerantes (LabTag – www.ufpe.br/labtag) do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC – www.ufpe.br/poscivil) da UFPE. O artigo se propõe caracterizar e avaliar as propriedades pozolânicas das cinzas do bagaço de cana-de-açúcar em diversos graus de moagem por meio de técnicas de difração de raios-X. A pesquisa mostra a possibilidade concreta de utilizar a cinza do bagaço com o beneficiamento da moagem como substituição parcial do cimento.
O artigo faz parte do esforço de pesquisa do LabTag e do PPGEC, que foca na utilização de materiais cimentícios suplementares na indústria da construção civil, visando a redução das emissões de CO2 e do consumo de energia da produção do Cimento Portland, e a destinação apropriada de resíduos.
O artigo pode ser acessado no seguinte link: https://doi.org/10.1016/j.
Foi realizada na tarde da última terça-feira (27/10/2020) a segunda reunião virtual relacionada ao tema Covid-19 e a importância da aquisição de equipamentos de alto rendimento na ampliação da testagem em Pernambuco. Participaram do evento pesquisadores e gestores de pesquisa e universidades de Pernambuco, além da diretora geral do LACEN-PE, Roselene Hans e a gerente do núcleo de inovação, monitoramento e avaliação da vigilância em saúde, Iluska Reis. A mediação foi feita pela FACEPE através de seu diretor presidente, Fernando Jucá e sua diretora de inovação, Aronita Rosenblatt.
A diretora do LACEN apresentou os números de ampliação da testagem de março a outubro, incluindo o período da chegada dos equipamentos (Sistema Oktopure e Sistema Intelliqube) em Pernambuco, comprados através do convênio SES-FACEPE. A contabilização das testagens no estado é realizado, desde o princípio da pandemia, por semanas. Atualmente se está na 42ª semana e os equipamentos começaram a operar na 35ª, resultando em:
- elevação do percentual de testes conclusivos;
- diminuição do tempo médio de liberação dos resultados para 24 a 48h;
- aumento significativo de análise de amostras/dia (podendo elevar até 3 vezes mais com aprimoramento do preparo e automação das amostras);
- e, aimda, possibilidade de uso de vários tipos de kits para testagem de várias cargas moleculares, o que significa ampliação para realizar a validação do equipamento para diversos vírus.
Outras vantagens foram citadas com o uso do sistema:
- agilidade no diagnóstico de doenças contagiosas por biologia molecular sob demanda da Secretaria Estadual de Saúde;
- confiabilidade nos protocolos das plataformas e que são compatíveis com outros sistemas;
- economia de reagentes pela maximização de processos e eficácia na testagem;
- possibilidade de 750 extrações por vez e precisão a cada corrida, com possibilidade de reprodução;
- kits de amplificação com maior estabilidade;
- ínfima necessidade de repetição do teste;
- elevada capacidade para análise de amostras com baixa carga viral e de tornar mais sensível a detecção de casos positivos e de controle.
Resumidamente o sistema oferece menor reteste, custo e tempo de resultado e maior sensibilidade, quantidade de análise e testagem.
Segundo a gerente da SES, Iluska Reis, na Secretaria existe um esquema de notificação imediata de casos graves de COVID-19, além da notificação de casos graves e leves de gripe, ainda, dispõe de um cadastro e processamento de amostras e de um sistema de informação de casos de mortalidade que, em conjunto com o Ministério da Saúde, mantém um banco de dados atualizado para consultas.
O LACEN e a SES acreditam que será possível, em breve, esse sistema, já utilizado por parceiros em todo estado, possa expandir a sua demanda para diversos centros de pesquisa de Pernambuco e em outros estados, possibilitando diagnóstico rápido e abertura de um leque opções para a testagem e detecção de vírus relacionados a outras doenças, além da COVID-19.
Acesse à gravação da Reunião.
Acesse ao vídeo do LACEN.
A FACEPE promoveu, na manhã desta sexta-feira (25), uma oficina com pró-reitores das áreas de pesquisa e pós-graduação das principais universidades de Pernambuco. O objetivo foi apresentar as regras do Programa de Desenvolvimento da Pós-graduação – parcerias estratégicas com os Estados. O Edital 18/2020 da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) prevê apoio a programas de pós-graduação de áreas consideradas prioritárias nos 26 estados brasileiros.
A definição de áreas prioritárias passa por lacunas e potencialidades para a formação de recursos humanos e pesquisas para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação. O edital prevê que a escolha se dê por meio de oficinas organizadas pelas agências de fomento (FAPs), envolvendo os atores estaduais do governo, das IES, da iniciativa privada ou do terceiro setor.
Em Pernambuco, essas áreas estratégicas são Agropecuária, Inovação na Indústria, Inovação no Governo, Educação e Conhecimento e Qualidade de Vida. Articuladas pela Facepe, essas definições contaram com a participação das secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), de Planejamento (Seplag) e Desenvolvimento Econômico (SDEC), com base no plano estratégico de longo prazo Pernambuco 2035. A oficina que contou com a participação das secretarias aconteceu na última quarta-feira (23).
O edital da Capes prevê investimentos na ordem de R$ 6 milhões, sendo um terço deste recurso vindo da própria FACEPE. Além do custeio para o desenvolvimento da pesquisa, haverá recursos para o pagamento de bolsas. Em Pernambuco serão 90 bolsas distribuídas em mestrado, doutorado e pós-doutorado.
As instituições poderão participar como parceiras de um mesmo projeto. “Esta é a oportunidade de montarmos redes de pesquisa locais em diferentes regiões. Vai ser bom para o estado e para a academia”, destaca o presidente da FACEPE Prof. Dr. Fernando Jucá.
O diretor científico da FACEPE, Prof. Dr. Paulo Cunha, compartilha do mesmo raciocínio. “A iniciativa é um estímulo à articulação entre poder público e academia em pesquisas aplicadas que podem ser usadas na solução de problemas reais da sociedade”.
Prazos – As FAPs que firmarão acordo de cooperação técnica com a Capes têm até as 17h do próximo dia 13 de outubro para inscrever os projetos enviados pelos programas de pós-graduação. Isso quer dizer que, na prática, as instituições devem submeter os projetos a serem analisados pela FACEPE com ainda mais antecedência.
Para outras informações acesse o link: Apresentação Oficina 2 – Pró-reitorias de Pesquisa e Pós-Graduação (Edital CAPES 18-2020)
A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI) informam que todas as bolsas de Monitoria em Divulgação Científica vigentes, aprovadas no Edital 16/2019, serão prorrogadas para não haver descontinuidade no pagamento das mensalidades. A prorrogação, a partir de novembro de 2020, terá duração de 03 (três) meses ou até que seja concluída a fase de aprovação final das propostas recebidas em resposta ao novo Edital a ser lançado pela FACEPE.
A submissão das propostas à Chamada Pública FACEPE 06/2020 – PPSUS 2020 aconteceu no período de 10/08/2020 a 30/09/2020. A demanda bruta à Chamada Pública FACEPE 06/2020 – PPSUS 2020 foi de 112 (cento e doze) propostas enviadas e validadas nos dois sistemas: SISC&T e AgilFAP, dentro dos eixos e linhas temáticas oferecidas para esta chamada. A Etapa I: Análise pela Área Técnica da FACEPE (Enquadramento) foi realizada pela área técnica da FACEPE, incidindo no enquadramento e na pré-análise das propostas apresentadas quanto à adequação a esta Chamada Pública, caracterizando a demanda qualificada, e consistiu na Análise e revisão da documentação enviada pelo coordenador do projeto, requerida nesta Chamada; Verificação do completo preenchimento dos formulários de solicitação de projetos nos sistemas (SISC&T e AgilFAP) e Comprovação do atendimento às normas estabelecidas nesta Chamada.
Segundo esta primeira análise foram enquadradas 78 (setenta e oito) propostas, dentro dos critérios acima mencionados, e 34 (trinta e quatro) delas foram desenquadradas por não atenderem aos mesmos ou por não terem sido validadas nos dois sistemas.
Disponibilizamos a lista das 78 (setenta e oito) propostas enquadradas, sendo 51 (cinquenta e uma) do Eixo 1; 3 (três) do Eixo 2; 4 (quatro) do Eixo 3; 5 (cinco) do Eixo 4 e 15 (quinze) do Eixo 5, as quais seguirão para a Etapa II – Análise por consultores ad hoc.
Aos proponentes que tiveram suas propostas desenquadradas, de acordo com o que informa o subitem 3.1.2, estes receberão mensagens eletrônicas, informando o motivo da desclassificação. Reforçamos que nesta esta etapa não cabe solicitar recurso administrativo.
Já se encontra disponível a lista dos processos que, submetidos ao Edital 11/2020 PBPG 2020.2, foram desenquadrados pela equipe técnica da FACEPE.
Ao todo foram desenquadrados 06 processos de mestrado.
O prazo para interposição de recurso são 10 (dez) dias corridos a partir do disparo das mensagens do Sistema AgilFAP. A orientação de procedimento pode ser encontrada em https://www.facepe.br/editais/recursos/
Acesse aqui a relação dos desenquadrados.
Com uma abordagem inédita para o Brasil, o Dr. Eder Barbier, bolsista pós-doc FACEPE, o Dr. Enrico Bernard (ambos do Departamento de Zoologia da UFPE) e o Dr. Filipe Dantas-Torres (Departamento de Imunologia da FIOCRUZ) publicaram um artigo sobre aspectos ecológicos de carrapatos do gênero Antricola (família Argasidae).
Na natureza, carrapatos do gênero Antricola são comumente encontrados parasitando morcegos cavernícolas ou no ambiente onde esses mamíferos usam como abrigo diurno. As larvas desses carrapatos se alimentam do sangue de seus hospedeiros. Os indivíduos adultos, por sua vez, permanecem no substrato e paredes dos abrigos desses morcegos e ali buscam alimento.
Para o estudo, os pesquisadores monitoraram mensalmente, pelo período de um ano, uma caverna localizada no Parque Nacional do Catimbau, na Caatinga de Pernambuco. Para verificar se os carrapatos estavam presentes durante todo o ano, os pesquisadores realizavam buscas dentro da caverna para localizá-los e coletá-los. Em laboratório, os carrapatos eram identificados morfologicamente, contados e separados em machos e fêmeas (no caso dos adultos). Além disso, os autores do estudo queriam saber se o número de carrapatos dentro da caverna variaria de acordo com a abundância de morcegos ali abrigados, e com a oscilação das médias de temperatura e umidade naquele ambiente.
Dos 490 carrapatos coletados, 272 eram imaturos (ninfas) e 218 adultos — os quais foram identificados como Antricola guglielmonei. Entre os adultos, 169 eram machos e 49 fêmeas. Os carrapatos foram encontrados a aproximadamente 150 metros da entrada da caverna, exclusivamente em uma câmara onde havia grande número de morcegos insetívoros das espécies Pteronotus gymnonotus e Pteronotus personatus (família Mormoopidae). Este fato indica haver uma forte associação ecológica entre as espécies em questão. No total, 96,5% dos carrapatos foram encontrados durante a estação seca (entre julho de 2014 e fevereiro de 2015) e apenas 3,5% na chuvosa (entre março e junho de 2015).

Caverna localizada no Parque Nacional do Catimbau, PE, onde as atividades de campo da pesquisa foram realizadas. A: Entorno da caverna; B: Entrada da caverna; C: Câmara da caverna onde os carrapatos foram encontrados; D: Vários carrapatos agregados na parede da caverna. Créditos das fotos: Eder Barbier (A e D) e Narjara Tércia Pimentel (B e C). Fonte: Barbier, E., Bernard, E. & Dantas-Torres, F. 2020. Ecology of Antricola ticks in a bat cave in north-eastern Brazil. Experimental and Applied Acarology (https://doi.org/10.1007/s10493-020-00544-9).
Os resultados da pesquisa mostraram ainda que, ao longo do período estudado, a abundância de carrapatos dentro da caverna foi negativamente afetada na medida em que a umidade relativa média do ar da caverna aumentava. Por outro lado, não houve correlação (nem negativa, nem positiva) com a temperatura média ou com o tamanho da colônia dos morcegos. Além disso, os autores do estudo observaram que os carrapatos adultos eram menos móveis, sendo encontrados aglomerados nas frestas das paredes da caverna. Os imaturos, por sua vez, eram mais ativos, deslocando-se pelas paredes e teto.
O estudo aponta, ainda, que pesquisas envolvendo a biologia e/ou a ecologia de carrapatos Antricola são amplamente escassas. Entretanto, em um estudo recente na região da Amazônia brasileira (realizado por outro grupo de pesquisadores), foi reportada uma alta diversidade de vírus associados ao carrapato Antricola delacruzi. Neste contexto, o Dr. Barbier e os coautores pontuaram no artigo que apesar do papel desses carrapatos como vetores de patógenos para morcegos (e eventualmente para humanos) ainda permaneça desconhecido, investigações sobre sua dinâmica populacional ao longo do ano, proporção sexual e resposta às variáveis ambientais, por exemplo, são importantes para subsidiar pesquisas futuras acerca deste tema e de seu possível impacto nas populações de morcegos e outros animais, não excluindo os humanos.
O artigo, intitulado “Ecology of Antricola ticks in a bat cave in north-eastern Brazil”, foi publicado no periódico Experimental and Applied Acarology (Qualis A2) e pode ser acessado em: https://rdcu.be/b68JG

















